22/01/2012

São Paulo Comemora Aniversário Com Campeonato de Pipas



São Paulo terá diversos eventos, na próxima quarta (25), para comemorar os 458 anos da cidade. Um dos mais diferentes será o Campeonato de Pipas e Papagaios, que acontece no pipódromo da cidade.

Na competição, os jurados vão avaliar os brinquedos em diversas categorias. Entre elas, criatividade, tamanho e beleza.

Além de ver pipas e papagios de diversos tamanhos e cores, os participantes também poderão empinar seus próprios brinquedos.

Mais de 2 mil pipas, carreteis e rabiolas serão distribuídas para quem estiver presente.

VALE CONFERIR
Campeonato e revoada de pipas
Onde Pipódromo (Pq. Ecológico do Tietê; rua Guira Acangatara, 70)
Quando: 25/1, a partir das 9h
Quanto: grátis



Fonte: Folha de São Paulo

Shopping Promove Oficina Gratuita de Brigadeiros Para Crianças



Eles são tão deliciosos que não dá vontade de parar de comer. O brigadeiro, doce tipicamente brasileiro, agora tem oficina para crianças.

Até o fim do mês, o shopping West Plaza ensina os pequenos a decorar brigadeiros. São várias opções para complementar o doce: castanha de caju, granulado, flocos de arroz, confete e até coco. Cada dia é uma receita diferente.

No fim, as crianças poderão saborear suas criações.

PARA CONFERIR
Oficina de brigadeiros
Quando: até 31/1, das 14h às 20h
Onde: Shopping West Plaza (av. Francisco Matarazzo, s/nº; tel. 0/xx/11/3677-4000)
Quanto: grátis



Fonte: Folha de São Paulo

Menina de 13 Anos: Pai Viaja de Cuiabá ao ES Para Buscar Filha Que Fugiu Com Rapaz de 25 Anos



O homem está preso por suspeita de estupro e subtração de incapaz.
Menina de 13 anos conheceu rapaz na internet e fugiu para ficar com ele.

Após um mês de separação e mais de 2 mil quilômetros de distância, o reencontro emocionou pai e filha, no Espírito Santo, neste domingo (22). A adolescente, de 13 anos, fugiu de casa, em Cuibá, no Mato Grosso, para viver com um rapaz de 25 anos, que ela conheceu pela internet, em Vila Velha, na Grande Vitória. Apesar da mágoa, o pai disse que perdoa a filha. Ela, por sua vez, se diz arrependida de ter fugido, mas afirma que quer continuar com o rapaz.

"Criei minha filha com muito carinho, dei muito amor para ela. Nesse momento de fraqueza dela eu vou perdoá-la. Tenho certeza que ela vai ficar do meu lado e vai saber que isso aí de nada serviu para a felicidade dela. Foi só uma aventura, que não traz alegria", afirma o pai da menina, que pediu que o nome não fosse divulgado para preservar a adolescente.

"Vou voltar com meu pai para Cuiabá. Amo meu pai, entendo o lado dele, vou respeitar as regras dele, mas também quero que ele entenda que eu quero ficar com o rapaz. Pretendo levar o relacionamento adiante. Eu o amo muito", afirma a garota.

Na tarde deste domingo, após assinar o termo recuperando a posse da filha, os dois voltaram para Cuiabá, no Mato Grosso. Antes de partir, a menina pediu notícias do rapaz e pediu para a família dele vender o notebook dela e outros objetos para pagar a fiança tentar tirá-lo da cadeia. O rapaz, de 25 anos, está preso por subtração de incapaz e estupro de vulnerável - quando a vítima tem menos de 14 anos.

"Creio que a atitude dela é precipitada e o tempo vai dizer para ela que não é isso que ela quer. Só o tempo vai dizer", comenta o pai da menina.

Ele ainda fez um alerta para os pais: "Cuidem dos seus filhos, não deixem que eles fiquem com internet ligada abertamente, vigiem o que eles fazem na internet e no telefone. É muito triste ter um filho longe, sem saber por onde anda, se está na favela, se está morto. Graças a Deus minha filha está viva".

Risco
A conselheira tutelar Liduina Portela explicou que a adolescente passou por exames e coleta de material no Departamento Médico Legal (DML), em Vitória, e foi medicada. "Ela se expôs a um risco muito grande. Confiou em alguém que não conhecia, maior de idade, que em nenhum momento usou preservativo ou qualquer método anticoncepcional. Ela corre risco de ter adquirido uma doença.Por isso passou por todos os procedimentos médicos antes de viajar de volta para casa".

Entenda o caso
A garota saiu de Mato Grosso no dia 19 dezembro do ano passado para viver com o rapaz de 25 anos que conheceu pela internet, e desde então estava sem dar notícias para a família, que a procurava. Antes de chegar em Vitória, o casal passou por São José do Rio Preto, em São Paulo, e Belo Horizonte, em Minas Gerais.

De acordo com a polícia, em janeiro, o suspeito começou a pressionar a menina a pedir R$ 1,5 mil ao pai. "Foi a partir daí que, em conversas por telefone, o pai acabou descobrindo onde a filha estava. O pai da adolescente, então, entrou em contato com o Conselho Tutelar do estado que, em conjunto com a PM, flagrou a menina morando com o jovem", afirmou o soldado Charles, da Polícia Militar.

O rapaz foi preso na manhã desta sexta-feira (20) por suspeita de estupro e subtração de incapaz. Ele e a garota foram encaminhados para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), no bairro Jucutuquara, em Vitória. Segundo o delegado Marcelo Nolasco, o rapaz vai responder pelos crimes e pode pegar de 8 a 15 anos de prisão. "Foi estupro. Mas, como foi consensual e não houve violência, a pena não deve ser máxima", disse.



Fonte: G1

18/01/2012

Cursos e Oficinas São Ótimas Opções Para as Férias da Garotada



Listamos algumas das atividades mais legais para seu filho aproveitar bem o período


Se você anda ocupada com o trabalho, mas quer que seu filho se divirta em janeiro, os cursos e oficinas de férias são uma boa opção para entreter e educar os pequenos. 

Neles, seu filho vai brincar enquanto aprende, desenvolvendo também habilidades artísticas, culinárias e esportivas.

E para ajudar você a escolher qual curso ou oficina participar, listamos algumas das atividades especiais que acontecem em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná neste mês. Mas lembre-se: quem dá a palavra final é seu filho! Ele é quem deve decidir qual opção prefere ou deseja realmente fazer.

SÃO PAULO

Oficina de Meio Ambiente e Reciclagem
Como é: De forma divertida, as crianças aprenderão a transformar sucata em utilidades do dia-a-dia, assimilando os valores da reciclagem e o respeito ao meio ambiente.
Idade: Livre
Quando: 13 de janeiro
Quanto: R$ 42,00, com material já incluso
Onde: Rua Otávio Tarquínio de Souza, 1269, Campo Belo, São Paulo - SP
É necessário fazer a inscrição antecipadamente
opassatempo.com.br / Tel.: (11) 5042-2720

Curso de Teatro
Como é: A partir de jogos e exercícios lúdicos o curso estimula a expressão através do teatro. Os alunos criam cenas e personagens, exercitam a imaginação e a capacidade de exprimir as próprias sensações com estímulos rítmicos, visuais e temáticos.
Idade: De 6 à 12 anos.
Quando: 16 de janeiro a 2 fevereiro (Carga horária 24 horas)
Quanto: R$ 308,00
Onde: Teatro da Universidade Católica - R. Ministro Godói, 969, Perdizes, São Paulo - SP cogeae.pucsp.br/cogeae/curso/2344 / Tel.: (11) 3124 9600

Oficina de pintura e mosaico
Como é: Com base na apreciação das obras do artista Gaudí, as crianças produzirão um lagarto em sucata e papel marché com a cobertura de mosaico criativo, feito de feltro, EVA e pastilhas de vidro.
Idade: A partir dos 4 anos
Quando: 16 a 20 de janeiro
Quanto: R$ 350,00
Onde: Rua MouratoCoelho, 451, em Pinheiros.
sucatinhadeluxo.blogspot.com / Tel.: (11) 7891-3403

Aulas de Circo
Como é: As aulas incluem acrobacias de solo, ginástica no trampolim, malabares e exercícios em tecidos, além de outras modalidades que exercitam o corpo e divertem a mente.
Idade: A partir dos 5 anos
Quando: De terça a sábado em diversos horários
Quanto: Aulas avulsas por R$35,00
Onde: Av Nicolas Boer, 120, Pompeia, São Paulo - SP
academiadecirco.com.br / Tel.: (11) 2076-0087

Curso de Culinária
Como é: Com receitas simples, as crianças aprendem a preparar pratos saudáveis e gostosos como creme de espinafre, mini-hamburgueres e outros.
Idade: De 9 a 14 anos
Quando: 24, 26 e 27 de janeiro
Quanto: R$ 350,00 (pacote de três aulas)
Onde: Rua Cristiano Viana, 224, São Paulo
wkcozinha.com.br / Tel.: (11) 3063 1592
É necessário fazer a inscrição antecipadamente

RIO DE JANEIRO:

Oficina de biscoitos divertidos
Como é: As turmas sõa limitadas para estabelecer maiores vínculos entre os alunos. Nesta oficina eles aprendem receitas divertidas de biscoitos que pois serão servidos em um chá de bonecas e dinossauros
Idade: A partir dos 5 anos
Quando: 18 de janeiro
Quanto: R$ 60,00
Onde: Rua Tobias do Amaral – Cosme Velho – RJ
heurecaatelie.com.br / Tel.: (21) 2572-2247

Colônia de férias
Como é: Com turmas separadas por idade, as crianças encontram um grande espaço para se exercitar e se divertir. A área conta com parque de diversão, quadrade futebol e vôlei, oficina de culinária e educação ambiental.
Idade: De 2 a 14 anos
Quando: De 2 a 27 de janeiro
Quanto: R$ 75,00 a diária integral / 359,50 por semana / 680,29 por 2 semanas
Onde: Rua Pacheco Leão, 2038, Jardim Botânico, RJ
gecrear.com.br / Tel.: (21) 9941-8302

Oficina de desenho
Como é: Neste ano, os temas das oficinas são os dinossauros. Cada dia, os pequenos irão desenhar um animal diferente aliando a técnica da pintura com colagens e reciclagem.
Idade: A partir dos 5 anos
Quando: De 9 a 27 de janeiro
Quanto: R$ 195,00 (por semana)
Onde: Av. das Américas 1917 bloco B sala 229, Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
danielazulay.com.br / Tel.:(21) 3476-2106

MINAS GERAIS:

Colônia Kids
Como é: Com o tema de super-heróis da Liga Ecológica, as atividades da colônia incluem oficina de culinária, oficina de horta com plantio em garrafa PET, oficina de camiseta, jogos ecológicos, bate-papos, tirolesa, pedalinho, entre outros.
Idade: De 5 a 12 anos
Quando: 18, 19, 20, 25, 26 e 27 de janeiro
Quanto: R$ 100 reais a diária, com 15% desconto a partir da terceira diária. Inclui transporte, alimentação e ingresso para entrar no parque.
Onde: Vale Verde Alambique e Parque Ecológico - Rodovia MG 50, km 39 – Bairro Vianópolis, Belo Horizonte, MG.
valeverde.com.br / Tel.: (31) 3079.9171

Aulas de cerâmica
Como é: Aulas de modelagem de cerâmica e pintura das peças. As crianças aprendem a modelar bichinhos como ursos e cachorros e as que já sabem escrever produzem placas com frases e nomes.
Idade: A partir dos 4 anos
Quando: Aulas com horário agendado até 30 de janeiro
Quanto: R$50,00 (por aula) ou R$ 180 (pacote com 4 aulas)
Onde: Rua Camapuã nº 800, Grajaú, Belo Horizonte - MG.
ateliedobarromg.blogspot.com / Tel.: (31) 9103-8814

PARANÁ:

Oficina de desenho e pintura
Como é: No curso as crianças aprendem a pintar utilizando carvão, lápis de cor, pastel seco, aquarela e guache.
Idade: De 5 a 10 anos
Quando: 6 a 10 de Fevereiro
Quanto: R$ 150,00
Onde: R. Duque de Caxias, 04 Curitiba -PR
solardorosario.com.br / Tel.: (41) 3225-6232



Fonte: Revista Crescer

Seus Filhos: Como Levar o Material Escolar na Mochila Corretamente



Peso em excesso pode causar dores nas costas ou má postura.
Veja como minimizar o problema


O maior problema na hora de carregar tudo o que é preciso para a escola é o excesso de peso na mochila. Segundo os especialistas, a criança não pode ter mais do que 10% do peso dela nas costas e 5% nas mãos. “O uso incorreto da mochila não causa deformidades na coluna, mas pode agravar uma condição já existente (como escoliose ou lordose)”, diz Lucas Leite Ribeiro, ortopedista do Hospital São Luiz (SP). 

Os principais sinais de que seu filho está levando muito peso são dores nos ombros e nas costas e má postura (ele vai andar curvado). Veja como evitar o problema:

• A mochila de costas deve ter duas alças bem largas e acolchoadas, que precisam ser usadas sempre juntas, e, de preferência, um cinto abdominal, para fixar a mochila no lugar e deixá-la bem próxima do corpo.

• O ideal é que ela fique bem no meio das costas, apoiada na coluna lombar, para não sobrecarregar os ombros e a própria lombar.

• Se o seu filho precisa carregar mais do que 10% do peso, é melhor optar pela mala com rodinhas, que deve ser levada com uma mão e na posição vertical. A criança não pode se curvar para carregá-la.

• Coloque na mochila só o que será usado naquele dia. Se precisar mandar um brinquedo, dê preferência aos mais leves.

• Na hora de organizar o material, deixe o que for mais pesado próximo do corpo, na parte de trás da mochila, para que o peso não faça a criança se curvar. Distribua o resto de maneira uniforme.



Fonte: Revista Crescer
**Outra fonte: 
Luiz Eduardo Munhoz da Rocha, ortopedista pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe (Curitiba - PR)

Brasil Usará Vacina Injetável Contra Paralisia. Gotinha Seguirá Sendo Aplicada Como Reforço




Governo inclui duas novas vacinas no calendário infantil
Serão introduzidas as vacinas pentavalente e injetável contra poliomielite.
Novo calendário passa a valer a partir do segundo semestre deste ano.


O governo federal anunciou, na tarde desta quarta-feira (18), a introdução de duas novas vacinas no calendário básico de vacinação infantil. Serão introduzidas, a partir do segundo semestre, a vacina injetável contra a poliomielite (conhecida como Salk) e a vacina pentavalente, que reúne em uma única dose imunizações contra cinco doenças.

Segundo o Ministério da Saúde, as duas novas vacinas serão utilizadas a partir do mês de agosto. A dose injetável contra a pólio, contudo, será aplicada apenas nas crianças que estão iniciando o calendário de vacinação.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a introdução da vacina injetável contra a pólio, feita com o vírus inativado, reduz riscos de possível contágio pela doença. No ano passado, informou, foram registrados dois casos suspeitos de paralisia supostamente causados pela aplicação da vacina oral (conhecida como Sabin). "Com a aplicação da dose injetável, o risco é quase nulo", afirmou.

Ao todo, serão 8 milhões de doses da nova vacina, que já começaram a ser compradas pelo governo a partir de dezembro de 2011.

Por enquanto, a aplicação da dose injetável não irá retirar do calendário de vacinação as doses orais, já aplicadas nas campanhas de imunização. Segundo o governo, será aplicado um esquema sequencial, com as duas vacinas até que a doença seja totalmente erradicada. A imunização injetável será aplicada aos 2 e aos 4 meses de idade, e a vacina oral será usada nos reforços, aos 6 e aos 15 meses de idade.

"Vamos adotar como uma fase de transição a vacinação combinada", afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. "É uma fase de transição porque daqui a 10 anos, ou sabe-se lá quanto tempo for, a pólio for eliminada do mundo, não vai ter mais vacinal oral sendo produzida. E o Brasil está se preparando para isto", afirmou o secretário de Vigilância em Saúde.

Já a vacina pentavalente reunirá em uma única dose imunizações contra difteria, tétano, coqueluche, haemophilus influenza tipo B e hepatite B. Atualmente, a imunização para estas doenças é oferecida em duas vacinas separadas.

Novo calendário
Outra mudança será feita no calendário básico de vacinação a partir do segundo semestre. Antes, a criança precisava ser vacina do nascimento até os seis meses, sem intervalo, e com doses de imunizações diferenciadas contra as doenças.

Agora, a vacina BCG e contra a Hepatite B será feita ao nascer e depois somente com dois meses, onde receberão a dose da nova vacina pentavalente e da poliomelite inativada. Todas as

As outras duas vacinas que antes eram aplicadas aos dois meses - vacina oral Rotavírus Humano e vacina pneumocócida 10 - seguirão mantidas de forma igual no calendário. As segundas doses das vacinas de poliomielite inativada e da pentavalente serão realizadas aos quatro meses.

A vacina pentavalente ainda terá uma terceira dose de aplicação, aos seis meses. Neste período, a criança também receberá a dose da vacina oral contra a poliomelite e a vacina pneumocócica 10.

"Ao fato de estarmos introduzindo a pentavalente reduz uma picada a mais nas crianças, e isto faz com que a nova picada da vacina ativada não seja um esforço a mais na vacinação das nossas crianças", disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Gastos em saúde
Alexandre Padilha comentou ainda pesquisa divulgada nesta quarta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou que as famílias brasileiras responderam por 56,3% das despesas com consumo final de bens e serviços de saúde no país entre 2007 e 2009. Segundo o ministro, o resultado representa um "desafio" para o governo investir mais.

"É um desafio para o nosso país. Em primeiro lugar para a gente invetir mais nas áreas públicas, não só nas ações curativas mas preventivas, para que as famílias possam reduzir seus gastos com saúde. Temos de cada vez mais investir em ações de prevenção e ações curativas que possam reduir os custos para as famílias brasileiras", afirmou.

Padilha evitou falar dos vetos da presidente Dilma Rousseff à lei que define os gastos públicos em saúde, conhecida como regulamentação da "Emenda 29" - mudança constitucional aprovada em 2000 que previa os gastos mínimos por parte de União, estados e municípios na área.

Entre os pontos excluídos, um previa que o governo investisse mais caso o Produto Interno Bruto (PIB) fosse revisado para cima. O ministro se limitou a dizer que o governo segue em busca de formas para aumentar os investimentos em saúde.

"O debate sobre financiamento para saúde vai continuar. Como poderemos ter mais recursos para a saúde. O debate continua, assim como o aprimoramente da saúde", afirmou Padilha.

Fonte: G1

17/01/2012

Pais Não Sabem o Que Filhos Fazem On-line; Aprenda a Evitar Riscos



Tente pesquisar o nome do seu filho na internet. O resultado pode ser bem diferente do que você imagina. Estudos recentes mostram que pais pensam que sabem, mas, no fundo, não têm ideia do que os filhos fazem on-line.

Um exemplo: 33% das crianças confessam que já fizeram compras virtuais, 24% delas sem consentimento. Mas só 17% dos pais pensam que seus filhos compram na rede, segundo o relatório Norton Online Family, da Symantec, feito com 9.888 pessoas.

Outro estudo mostra o que os adultos provavelmente não veem: 88% dos jovens de 12 a 17 anos já presenciaram crueldade na internet e 21% já humilharam pessoas em redes sociais --dados do relatório "Teens, Kindness and Cruelty on Social Network Sites" (adolescentes, bondade e crueldade em redes sociais), feito pelo Pew Research Center's Internet e American Life Project.

* Navegue
Fique amigo do seu filho em redes sociais, adicione-o no MSN,seja um seguidor do Twitter - mesmo se ele não gostar.

* Use Ferramentas
O Windows tem um sistema de controle dos pais com bloqueio de sites que pode ser ativado na configuração de contas do usuários. Outra alternativa é o Norton Onliny Family, serviço gratuito que armazena o histórico e restringe conteúdos, como jogos de azar.

* Bloquei Navegadores
Use filtros dos próprios navegadores de internet, como o Internet Explorer e Mozzila Firefox. Procure tutoriais na internet que ensinam a configurar o serviço.

* Siga as Pegadas.
Dê um Google no nome de seu filho, se ele tiver mais de 12 anos ou estiver em redes sociais. Faça buscas específicas de imagem e cadastre alertas de e-mail.

* Google para Eles
Há sites de buscadores específicos para crianças, que selecionam conteúdos educativos. O Zuggy (zuggi.com.br) é recomendado para usuários de cinco a dez anos.

* Fique de Olho
Fique perto quando a criança estiver na internet, principalmente se ela tiver menos de dez anos. Deixe o computador em lugar público da casa: nessa idade não é recomendado o uso livre de tablets e smartphones.

Patricia Peck, especialista em direito virtual e criadora do projeto Criança Mais Segura na Internet, diz que o excesso de confiança reflete um desconhecimento. Muitos adultos não estão na rede e acham que estar em casa é estar seguro.

"Quando um filho dá uma volta na rua, perguntamos com quem ele conversou. Mas não questionamos o que rolou na internet."

Não é descuido, é inexperiência, opina o psicólogo Cristiano Nabuco, pesquisador na área de dependência em internet. "Não dá para imaginar os perigos de uma situação que você não viveu."

A lista de riscos inclui desde conversar com estranhos até ficar dependente e se desligar do mundo real.

"Se nós adultos checamos e-mail até na praia, imagine um adolescente, em que o controle cerebral de estímulos não está totalmente desenvolvido", diz Nabuco.

BATALHA PERDIDA

Seria mais simples proibir, mas é impossível evitar que crianças e adolescentes acessem a rede. Se não for em casa, vai ser na escola, com o amigo, no celular.

"É a mesma coisa que falar para seu filho nunca comer picolé. É inútil, quando ele puder, vai comer, e sem sua supervisão", diz a psicóloga Andrea Jotta, do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC-SP.

Melhor juntar-se ao "inimigo"? Os números dizem que sim. A última pesquisa TIC Crianças, do Comitê Gestor da Internet no Brasil, mostra que os pais conectados são os que mais controlam o acesso e melhor orientam os filhos sobre o uso da rede, de acordo com Alexandre Barbosa, porta-voz da entidade.

É a estratégia da dona de casa Viviane Pereira, 35. Ela está no Facebook, Twitter, tem um blog (o "Mãe Digital") e segue os passos virtuais da filha Rafaela, 16.

"Eu não me importo, sempre foi assim. Também não faço nada de errado", diz a menina, dona de um laptop nunca rastreado pela mãe. "Fico de olho, mas ela tem a privacidade dela. Não sei tudo que ela faz. Sei que participa de fóruns de música."

Com o filho mais novo, Italo, 7, a rédea é mais curta. Ele usa um computador com bloqueio de sites e sempre tem alguém por perto. Mesmo assim, acidentes acontecem.

"Uma vez, ele estava pesquisando sobre a Grécia e chegou na palavra busto. Foi clicando e acabou em uma página com fotos sensuais de mulheres. Minha filha viu e me chamou." A situação foi contornada com conversa.

Nisso os especialistas concordam: se proibir não adianta e pode até piorar, diálogo sempre ajuda. Não é preciso aterrorizar a criança, mas alertar do risco da exposição e do uso de imagens, avisa Patricia Peck.

Antes dos dez anos é preciso supervisão constante, mas depois dá para soltar um pouco e, se houver desconfiança, usar ferramentas que geram relatórios de sites visitados.

Para Andrea Jotta, as mesmas regras do mundo real valem para o virtual. "A criança pode ganhar cada vez mais autonomia quando mostrar que é responsável e segue alguns combinados."

E regras são regras. "Se descumpridas, devem ter castigo", aconselha a psicóloga.

Se o pai descobrir que o adolescente está acessando conteúdo impróprio, em vez de brigar, pode aproveitar para discutir o tema. "Não tem como deixar os sites de sexo bloqueados para sempre", diz o especialista em segurança virtual Bruno Rossini, da Symantec.

SENSO CRÍTICO

Não tem uma idade certa para a criança começar a ter contato com a internet, de acordo com a psicóloga e educadora Carmem Rodrigues Schffer, da Universidade Fumec (Fundação Mineira de Educação e Cultura). Mas até os seis anos, ela não vê muitos benefícios.

Stella Perlatti, 6, entra em sites de bonecas, vê vídeos e pediu para ter um blog. A mãe, a design Priscilla Perlatti, 34, deixou. Priscilla vive na internet --é uma das autoras do site de maternidade Mamatraca. "Fazemos o blog dela juntas. Ela ilustra com desenhos feitos em um tablet."

A mãe ainda não usa nenhum filtro no computador e não sabe quando será necessário. "A Stella já está começando a sair do nosso controle, mas quero esperar para ver o que vai acontecer."

Com a alfabetização, o interesse das crianças passa a ser concreto: elas pesquisam coisas relacionadas ao cotidiano, mas ainda não são capazes de julgar os conteúdos. Depois da pré-adolescência, podem analisar conteúdos criticamente, explica Schffer. Ela acredita que o uso do computador ajuda no desenvolvimento cognitivo.

Valdemar Setzer, professor aposentado do Departamento de Ciência da Computação da USP, discorda. Segundo ele, a internet é altamente distrativa. "Computador e internet são instrumentos de adulto. Ninguém dá um carro para uma criança aprender a usar."

Para a educadora Eloiza Oliveira, diretora do campus virtual da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, o risco está no excesso de credibilidade dado a informações da rede.

"É preciso ensinar a duvidar, mas nem tudo na internet é negativo. Temos preconceito. Os jovens se envolvem em campanhas, discutem temas sérios e convivem socialmente de forma positiva."



Fonte: Folha de São Paulo

Criança Não Vacinada Por Opção dos Pais Gera Surto de Sarampo



Os casos de sarampo registrados no ano passado na cidade de São Paulo mostram o potencial danoso da opção individual da não vacinação.

Dos 13 casos confirmados no município, dez são ligados. O surto começou em uma creche no Butantã entre seis bebês menores de um ano (idade indicada para a primeira dose contra a doença).

A situação foi potencializada quando o vírus passou para quatro crianças com idades entre cinco e dez anos que não eram imunizadas -apesar de a vacina ser recomendada para a faixa etária.

Segundo orienta o Programa Nacional de Imunização, a primeira dose da tríplice viral (contra sarampo, rubéola e caxumba) deve ser aplicada aos 12 meses.

Entre os que se vacinam, há um percentual pequeno dos que não ficam protegidos contra as doenças. Há ainda um grupo de pessoas que não pode tomar a vacina.

De acordo com Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, uma menina de seis meses da creche, na zona oeste de São Paulo, teve contato com a prima, de seis anos, que transmitiu a doença a uma colega de cinco anos da escola. "Ela também não era vacinada, porque a família é contra imunizar", diz Barbosa. A menina de cinco anos passou o vírus para os irmãos, de dez e sete anos.

QUESTÃO DE CLASSE

Esse aglomerado de casos foi o único no Brasil a chamar a atenção do ministério em 2011. Até 13 de dezembro, o governo federal registrou 41 casos de sarampo, todos importados ou vinculados aos casos trazidos do exterior.

No Estado de São Paulo, foram 26 casos no ano, 61% deles entre não vacinados, segundo boletim da secretaria estadual de saúde. Entre 2006 e 2010, o Estado não registrou casos da doença.

Barbosa diz que grupos como o citado preocupam porque a última epidemia no país, em 1997, teve presença importante em colégios da alta classe média. Naquele ano, o Brasil teve mais de 53 mil casos registrados de sarampo.

O secretário cita um estudo feito nas capitais, levando em conta o esquema completado de imunização. Segundo a pesquisa, 76% das pessoas de classe A dão as vacinas na época correta. Na classe B, o percentual é de 85%.

"A pessoa diz: 'Meus filhos são bem nutridos, a complicação de sarampo é mais rara'. Mas isso é um certo 'egoísmo social', porque a empregada dela pode transmitir para o filho, que pode ter um caso grave", diz Barbosa.

Renato Kfouri, presidente da Sbim (Associação Brasileira de Imunizações), lembra do impacto social da não vacinação. "Você tem todo o direito de não tomar vacina, mas a opção leva a consequências sociais, para os que não podem tomar vacina, e a maiores gastos do Estado para bloquear o surto."

Monica Tilli, da coordenação de Vigilância em Saúde de São Paulo, conta que o surto de 2011 não se disseminou mais porque a cobertura vacinal é alta. Além disso, segundo ela, a ação da vigilância foi rápida para deter uma circulação maior do vírus.

"Na suspeita, fazemos um bloqueio vacinal entre professores, funcionários e alunos não vacinados. Vamos à escola, ao quarteirão, aos clubes. Você é obrigado a fazer uma 'operação limpeza'."

Tilli calcula ter gasto 4.000 doses de vacina nesse caso.

POR OPÇÃO

A designer Ana Maria Lucas Fachina, 46, de São Paulo, só deu vacinas para sua filha Ana Beatriz, hoje com nove anos, até os quatro meses.

Ela conta que, nessa época, começou a se aproximar dos princípios da medicina antroposófica, que defende o uso de medicamentos alopáticos só em emergências.

"As infecções acontecem quando o corpo tem baixa defesa. Nosso estilo de vida inclui cuidados na alimentação, observação dos ritmos naturais do corpo, atenção e carinho. O corpo dela está em perfeitas condições para se defender", afirma.

Fachina diz que, mesmo em caso de surtos de doenças como o sarampo, não vacinaria a filha. "As doenças da infância são importantes para a criança criar resistência. Ninguém pode ser obrigado a tomar um medicamento contra sua vontade."



Fonte: Folha de São Paulo

23/12/2011

Dicas de Prevenção - Brincando

Brincar é uma importante parte do desenvolvimento da criança. Brinquedos oferecem diversão, entretenimento e contribuem para o aprendizado. Para uma brincadeira segura, alguns itens devem ser observados como a marca de conformidade do Inmetro – popularmente conhecida como selo do Inmetro - e a faixa etária indicada na embalagem do brinquedo.

Como proteger a criança de um acidente com brinquedo

Supervisão é um fator importante para manter as crianças protegidas de acidentes com brinquedos. O envolvimento do responsável na brincadeira, ao invés da observação à distância, permite um cuidado ainda maior. Além disso, as crianças adoram quando os adultos participam de seus jogos. Brincar com a criança é uma forma de aprender mais sobre ela e uma oportunidade para ensinar importantes lições. Veja algumas dicas:

• Quando selecionar os brinquedos, considere a idade, o interesse e o nível de habilidade da criança. Siga as recomendações do fabricante e procure brinquedos com selo do Inmetro;

• Inspecione regularmente os brinquedos à procura de danos que podem ocorrer durante a brincadeira ou enquanto a criança manuseia o brinquedo. Observe também a presença de potenciais riscos como partes pequenas que podem se soltar, pontas afiadas e arestas. Conserte o brinquedo imediatamente ou mantenha-o fora do alcance da criança;

• Considere utilizar um testador para determinar aquelas partes pequenas de brinquedos que oferecem risco de engasgamento para crianças de até 4 anos. Crianças na chamada “fase oral” estão explorando o mundo e tendem a fazê-lo colocando brinquedos e outros objetos na boca. Dica: utilize uma embalagem plástica de filme fotográfico como referência, pois ela possui o diâmetro aproximado da garganta da criança (3 cm) e poderá alertar para o risco de forma bastante visual;

• Evite utilizar balões de látex (bexigas). Se realmente precisar utilizá-los, guarde-os fora do alcance das crianças e supervisione-as durante toda a brincadeira. Não permita que crianças encham balões e tenha muito cuidado com os pedaços de bexigas estouradas, pois podem ser acidentalmente ingeridos pelas crianças e ocasionar sérias conseqüências. Após o uso, esvazie as bexigas e descarte-as juntamente com eventuais pedaços;

• Evite brinquedos que produzem sons altos, com pontas e bordas afiadas e que apresentem projéteis, como dardos e flechas;

• Brinquedos com correntes, tiras e cordas com mais de 15 cm devem ser evitados para reduzir o risco de estrangulamento;

• Brinquedos elétricos podem causar queimaduras. Evite brinquedos com elementos de aquecimento, como baterias e tomadas elétricas, para crianças com menos de 8 anos;

• Certifique-se de que os brinquedos serão usados em ambientes seguros. Brinquedos conduzidos pela criança não devem ser usados próximo a escada, rua, piscina, lago, etc.;

• Ensine a criança a guardar os brinquedos após a brincadeira. Um local seguro para armazená-los previne quedas e outros acidentes. Brinquedos para crianças maiores podem ser perigosos para os menores e devem ser guardados separadamente;

• Presentes como bicicletas, patins, patinetes e skates são boas oportunidades para ensinar às crianças sobre segurança na diversão. Presenteie a criança com os equipamentos de segurança necessários como capacete, joelheira, cotoveleira, luvas e buzina;

• Fique atento ao recall de brinquedos com problemas ou defeitos, divulgado através da mídia, e siga as orientações do fabricante.

Saiba mais:

• Queda e engasgamento são os principais responsáveis pelas lesões e mortes relacionadas com brinquedos. Uma das principais causas de engasgamento é a bexiga/balão de látex;

• Crianças de até 3 anos estão mais expostas ao engasgamento do que as maiores, porque tendem a colocar pequenas coisas na boca. No entanto, crianças mais velhas também estão em risco, pois podem engasgar com bexigas e sacos plásticos;

• Brinquedos dirigíveis, principalmente bicicletas, estão associados a mais acidentes que qualquer outro grupo de brinquedos. Acidentes fatais podem ocorrer quando a criança é atingida por um automóvel ou quando a criança cai numa piscina, num lago, riacho, etc. A maioria dos acidentes com brinquedos dirigíveis ocorre quando as crianças caem dos brinquedos;

• O selo do Inmetro garante que o brinquedo passou por testes que comprovam sua segurança e qualidade. Os materiais utilizados na fabricação dos brinquedos devem ser atóxicos.

• Ensinar a criança a guardar os brinquedos depois de usá-los como atitude de prevenção aos acidentes;

• Checar a manutenção dos brinquedos que possam estar quebrados ou velhos demais, apresentando risco de lesões e inspecionar para identificar a presença de pontas afiadas e arestas (dardos, flechas, etc).

18/12/2011

Férias das Crianças Têm de Jogos de Rua a Trilhas Ecológicas; Veja



Para as crianças aventureiras, tirolesa, caiaque, equitação, escalada. Para as exploradoras, safári, parque paleontológico, caverna com pinturas rupestres, trilha com clima de "Indiana Jones".

Para as que curtem natureza, cultivo de horta, equitação e ordenha. As esportistas têm futebol, vôlei, minigolfe.

Já para as que são fãs de televisão e HQ, as opções são brincar com a Turma da Mônica e com a do Cocoricó.

E há também os teatros, shows, oficinas, ateliês e cursos, que ajudam a preencher as férias da criançada.

Os pais não ficam de fora da programação especial.

As opções são: entregar os filhos aos cuidados de colônias de férias, acampamentos e monitores de shoppings e museus ou acompanhá-los durante a programação.

Levá-los ao Sesc e ao parque mais próximo ou explorar o interior de São Paulo, a Serra da Mantiqueira e o litoral paulista são boas opções. Com isso podem gastar nada ou mais de R$ 1.000 por dia.

A Folha selecionou essas opções para este fim de mês e janeiro inteiro. Um exemplo é o safári sensorial, feito com os olhos vendados, que começou ontem no Zoológico.

Em Itapecerica da Serra, o acampamento da ACM tem esportes de aventura e histórias na fogueira para crianças de 5 a 10 anos e adolescentes de 11 a 14.

Confira a programação completa abaixo:

HOTEL FAZENDA E HOTEL:

Dona Carolina
Atrativos: caiaque, tirolesa, arco e flecha, arvorismo, slackline, ordenha, horta, brincadeiras de antigamente, torneios esportivos etc.
Diária do casal a partir de R$ 831
Duas crianças de até 12 anos não pagam
Reservas: 0/xx/11/4534-9100
www.donacarolina.com.br

Canto da Floresta Ecoresort
Em Amparo (SP)
Atrativos: piscinas, quadras, trilhas ecológicas, cachoeiras, tirolesa, minifazenda, oficinas.
Diária do casal a partir de R$ 630
Uma criança de até 11 anos não paga
Reservas: 0/xx/11/3892-7732 e 0/xx/19/3938-1599
www.hotelcantodafloresta.com.br

Bourbon Atibaia Resort
A 50 km de SP
Atrativos: futebol, arvorismo, Turma da Mônica, jogadores de futebol
Diárias a partir de R$ 484 por pessoa
Duas crianças de até 11 anos não pagam
Reservas: 0/xx/11/4414-4700 ou 0800-703-4041
reservas.atibaia@bourbon.com.br
www.bourbon.com.br

Casa Grande Hotel & Resort
No Guarujá, litoral
Atrativos: piscinas, sala de jogos, cinema, Casa da Criança com minigolfe e piscinas de biribol.
Diárias a partir de R$ 690. Uma criança de até 12 anos não pagam e a segunda, de até 16, tem desconto de 20%
Reservas: 0/xx/13/3389-4000
hotel@casagrandehotel.com.br
www.casagrandehotel.com.br

Hotel Fazendão
Em Santa Branca (110 km da capital)
Atrativos: Cavalos e pôneis, charrete, horta, fazendinha, trilhas ecológicas, quadras, salão de jogos, ateliê de cerâmica
Pacotes de 4 diárias por R$ 1.600
Uma criança menor de 6 anos não paga
Mais informações: info@hotelfazendao.com.br
www.hotelfazendao.com.br

Solar das Andorinhas
No km 121 da Rodovia Campinas/Mogi Mirim
Atrativos: arvorismo, tirolesa, rafting, escalada, balonismo, maria-fumaça, passeio a cavalo e charrete, parque aquático, quadras, solar dos bebês
Para passar o dia: R$ 75 por adulto e R$ 37,50 por criança. Hospedagem com pacote de R$ 1790 por 3 dias. Duas crianças de até 12 anos não pagam
Reservas: 0/xx/11/3675-0755
www.solardasandorinhas.com.br

Colônia de férias Sinprovesp
em Itanhaém, litoral paulista
Atrações: beira mar, equipe de recreação, aulas de hidroginástica, playground, piscinas, churrasqueiras, shows, saguão para festas etc.
Preços: R$ 77, pensão completa
Contato: 0/xx/13/3422-1864 / coloniasinprovesp.com

ACAMPAMENTOS:

ACM
Em Itapecerica da Serra
Para crianças de 5 a 10 anos, em 14 a 21 de janeiro
Crianças de 11 a 14 anos, de 21 a 28 de janeiro
Atrativos: trilhas, quadras, piscinas, discoteca, rapel, tirolesa, arvorismo, trilha ecológica, histórias na fogueira, gincanas.
Preço: de R$ 820 a R$ 885
Reservas: (11) 3138-3007
acampamento@acmsaopaulo.org
www.acmsaopaulo.org

Jully Camp
Em Cabreúva (80 km de SP)
Atrativos: piscinas com toboáguas, ponte do rio que cai, lago, caiaque, escalada, tirolesa, quadras, baladas com DJ
Preço: 1.100 para temporada de 8 dias (15 a 22/1)
Crianças de 3 a 16 anos
Informações: 0/xx/11/5573-5105
www.jullytour.com.br

Sítio do Carroção
Atrativos: Caverna, parque paleontológico, trilha do Indiana Jones, aquário, tobogã naturalista, lagoa, caverna pré-histórica com pinturas rupestres, passeios de barco, labirinto medieval etc.
Informações: 0/xx/15/3305-2000
carrocao@carrocao.com
www.carrocao.com

Paiol Grande
Atrativos: lagos de pesca e canoagem, tobogã, horta, patinação, ateliê, discoteca, quadras, piscina.
Para crianças a partir de 4 anos.
Preço: de R$ 894 a R$ 1989
Informações: 0/xx/11/3078-9315 e 0/xx/11/3078-8211
www.paiolgrande.com.br

SHOPPINGS:

Morumbi Shopping
Play Space: show de mágica, camarim para penteados, teatro de fantoches, oficina de artes, gincanas, desfile fashion, piquenique etc.
Para crianças de 1 a 10 anos
Taxa: R$ 17 a cada 30 minutos
De seg. a sáb. das 10h às 22h, dom. e feriado das 12h às 21h

Shopping Ibirapuera
Turma do Cocoricó em área com 5 estações, que são passadas através de obstáculos. Gincanas e brincadeiras.
Para crianças de 3 a 10 anos
De 11 a 29 de janeiro, das 14h às 20h

PARQUES E OUTROS

Villa-lobos
Dia 15/1: Green Bike - ciclismo e patinação
21, 22, 28 e 29/1: Bike Check-up - pista infantil com orientação no trânsito para crianças

Zoológico
A partir de 17/12 - Safári sensorial, com olhos vendados. Das 9h30 às 12h e das 13h às 15h30
A partir de 20/12 - Jogos da natureza, às 10h30, 11h30, 13h30, 14h30 e 15h30.
Mais informações: 11-5073-0811 r. 2141

Clube Escola de Iatismo
Curso de férias por cinco dias, gratuito, na represa de Guarapiranga
Para crianças de 10 a 16 anos
Vai do dia 3 ao dia 27 de janeiro, das 8h às 11h ou das 14h às 17h
Inscrições: rua Francisco de Seixas, 225, no Jardim Nova Guarapiranga, com duas fotos 3x4, RGH do responsável e do aluno e cópia do comprovante de residência. Das 8h às 12h e das 13h às 17h.
Informações: 11-5543-1345

Museu do Futebol
até 29/1
das 10h às 17h
gratuito
oficinas, jogos, contação de história, sessão de filmes
11-3664-3848
www.museudofutebol.org.br

SESC

Veja mais opções no site www.sescsp.org.br

Atrações: teatros, shows, oficinas, brincadeiras e esportes.

Sesc Interlagos:
Produção de brinquedos de papel, terça a sexta de 17 a 27/1, 14h e 15h
Oficina de circo e trampolim acrobático, 17 a 20/1 e 26 e 27/1, das 13h às 15h

Sesc Pinheiros:
Badminton, 3 a 31/1, quartas e sextas, das 16h às 18h
Slackline na piscina e bolha aquática, vários dias de janeiro
Clínica de surfe, 17 e 19/1, às 15h

Sesc Pompeia:
Ateliê de arte para crianças, terças e quintas de janeiro, das 14h30 às 17h
Oficinas de animação, quartas e sextas de janeiro, das 15h30 às 17h30

BRINQUEDOTECAS:

Funcionamento: Terça a sexta das 9 às 11h e das 14 às 16h; sábado e domingo das 10 às 15h
Recesso do dia 22 de dezembro de 2011 a 3 de janeiro de 2012.

Locais:
Clube Escola Cambuci - Av Lins de Vasconcelos, 804 - Cambuci
Tel: 3209-0995
Clube Escola Ipiranga - Praça Nami Jafet, 45 - Ipiranga
Tel: 2273-1302
Clube Escola Mooca - Rua Taquari, 635 - Mooca
Tel: 2694-7668
Clube Escola Vila Manchester - Praça Haroldo Dalttro s/n - Aricanduva
Tel: 2295-2391
Clube Escola Vila Independência - Rua das Municipalidades, 10 - Vila Independência
Tel: 2060-0814
CDC Veneza Independente - Rua Padre Raimundo da Silva, 598 - Vila Califórnia
Tel: 2912-4755
Clube Escola Teotoni Vilela - Rua Carlo Clausetti, 19 - Vila Prudente
Tel: 2143-5340




Fonte: Folha de São Paulo

17/12/2011

Governo Lança Programa de Prevenção Para Crianças Hemofílicas




O Ministério da Saúde lançou neste mês um programa de tratamento preventivo para crianças com hemofilia.

Desde o dia 1º de dezembro, pacientes de até três anos com hemofilia A e B grave e com até uma ocorrência de sangramento da articulação podem receber doses do fator de coagulação que não é produzido pelo corpo de quem tem a doença.

A hemofilia é uma alteração genética e hereditária no sangue, caracterizada por um defeito na coagulação.

O tratamento-padrão no país sempre foi sob demanda, ou seja, o paciente só recebe o medicamento quando sofre os sangramentos.

A exceção era o Distrito Federal, que já tinha um programa de prevenção primária.

Segundo especialistas, o uso do fator de coagulação na infância, antes da ocorrência de hemorragias, é o melhor tratamento para hemofílicos graves.
Isso previne lesões nas articulações e diminui a frequência de hemorragias.

Assim, essas crianças terão melhor qualidade de vida e passarão por menos internações e exames, usarão menos remédios, entre outros benefícios.

O tratamento preventivo é recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e já é padrão em países como Estados Unidos, Canadá e Dinamarca.

Segundo Ana Clara Kneese Nascimento, da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia e do Serviço de Hematologia da Santa Casa de São Paulo, o tratamento terá grande impacto futuro.

"Essa geração que receberá a profilaxia vai ter uma nova oportunidade de chegar lá na frente levando uma vida normal, com mais autonomia e menos complicações."

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o programa foi lançado devido a uma mudança no processo de compras de hemoderivados.

Como o contrato de compra foi ampliado para dois anos, o preço do fator pôde ser reduzido, o que ampliou sua distribuição.

Para os próximos dois anos, o Ministério da Saúde comprou 850 milhões de unidades de fator 8 para hemofilia A (640 milhões para 2012 e 210 milhões para o primeiro trimestre de 2013), o que custou R$ 400 milhões.

Para comparação, em 2011 foram adquiridos 304 milhões de unidades. No Brasil, 15 mil hemofílicos recebem tratamento na rede pública.

O novo programa não vai incluir pacientes mais velhos porque a lesão, quando iniciada, é progressiva e não pode ser recuperada. Mas o ministério estuda dar o tratamento para os maiores de três anos em casos específicos.

BARREIRAS

Segundo Nascimento, o custo era a maior barreira para a implantação de um programa como esse.

Mas, a longo prazo, as despesas com tratamento ortopédico e internações diminuem com a prevenção.

"Além disso, existe uma vantagem que não entra em conta nenhuma, que é a satisfação pessoal de essa pessoa poder casar, ter filhos, estudar e competir de igual para igual com seus pares."




Fonte: Folha de São Paulo

Prevenção de Acidentes: Cuidado Com a Segurança dos Enfeites de Natal



Os pisca-piscas das árvores de Natal podem ser perigosos. Saiba como deixar a decoração segura


Guirlandas, bolas de Natal, pisca-piscas e outros objetos de decoração típicos do período parecem inofensivos à primeira vista. No entanto, escodem certos perigos.

Para piorar, as cores e as luzes chamam a atenção das crianças, que querem tocar em tudo. Com pequenos cuidados, porém, você pode garantir a segurança da sua família. Confira nossas dicas:


Atenção aos piscas

- Nas embalagens do pisca-pisca devem constar informações de potência, voltagem e modo de usar;
- O selo de qualidade deve estar estampado na caixa e as instruções escritas em português;
- Faça uma revisão nos fios decorativos antes de colocá-los nas árvores;
- Verifique se todas as lâmpadas funcionam (se alguma queimar, troque o mais rápido possível) e se não há fios expostos ou ligações defeituosas;
- Não ligue as luzinhas em extensões;
- Certifique se o material comprado é testado e aprovado pelo Inmetro, para evitar curto-circuitos;
- Ao comprar uma árvore artificial, procure a etiqueta “resistente ao fogo”;
- Nunca use luzes elétricas em árvores decorativas de metal. Elas podem ficar carregada por eletricidade e provocar choque;
- Não coloque as luzes próximas de enfeites feitos de papel ou cartolina, por exemplo. O ideal é não usar esse tipo de decoração na árvore se a idéia é colocar piscas nela;
- Antes de usar o pisca do lado de fora da casa, verifique se ele é certificado para este fim;
- Desligue todas as luzes ao deitar ou quando sair de casa. Elas podem causar curto-circuito e provocar incêndio;

Árvore segura

- Localização da árvore: mantenha-a longe de fontes de calor, como lareiras, fogão, aquecedores, e evite que ela bloqueie porta ou janela ou a circulação das pessoas em casa. Deixe-a também longe de materiais de fácil combustão, como sofás, guarda-roupas;
- Se a sua árvore for natural, corte um pouco do tronco para expor a madeira. Isso faz com que a água seja melhor absorvida, evita que a planta seque e haja risco de incêndio;
- Não utilize velas acesas numa árvore ou perto de árvores de folha perene. Use sempre suportes para velas não inflamáveis e coloque-os onde não possam cair;
- Para segurança do seu filho, evite enfeites que sejam afiados ou quebráveis e mantenha outras decorações com partes pequenas longe do alcance das crianças;
- Não use enfeites que pareçam doces ou alimentos, para evitar que as crianças se confundam;
- Elas nunca devem ficar sozinhas em locais com árvores e piscas. A curiosidade pode levá-las a pegar a decoração e colocar na boca, por exemplo. O mesmo vale para os animais de estimação da casa.



Fonte: Corpo de Bombeiros do Estado do Espírito Santo

"O Objetivo da Lei da Palmada é Educar, Não Punir", diz Relatora



Em entrevista exclusiva, a deputada Teresa Surita conta que os resultados da nova lei vão demorar a aparecer, já que trata de valores humanos.


Como toda lei que influencia diretamente na família, a Lei da Palmada, que foi aprovada nesta quarta (14) pela Câmera dos Deputados, está gerando polêmica. O projeto prevê que pais que maltratarem os filhos sejam encaminhados ao Programa Oficial de Proteção à Família e a cursos de orientação, tratamento psicológico ou psiquiátrico, além de receber advertência. 

A criança que sofrer a agressão deverá ser encaminhada a tratamento especializado.

As medidas serão aplicadas por um juiz da vara da infância e não há previsão de prisão ou perda de guarda, mas, sim, a possibilidade de multa de 3 a 20 salários mínimos para professores ou médicos que não denunciarem os casos de agressão ao Conselho Tutelar ou a alguma autoridade competente.

O texto do projeto de lei foi modificado na última terça-feira,  (13) pela relatora Teresa Surita (PMDB-RR) quando parlamentares da bancada evangélica defenderam a substituição, no projeto, da expressão "castigo corporal" por "agressão física".

Em entrevista exclusiva  a deputada explica os detalhes do projeto de lei e revela que o principal objetivo não é punir, e sim, educar.

P - Há muita polêmica em relação a necessidade de ter uma lei. Qual é o objetivo dela?
DEPUTADA TERESA SURITA: Essa é uma lei educativa. O nosso objetivo maior é a mudança dos valores da sociedade porque o Brasil tem a cultura do bater. Na década de 50, as crianças e adolescentes apanharam muito. Existia a palmatória na escola, o castigo de ajoelhar no milho, que, felizmente, foram se transformando. Hoje, a família não admite que ninguém bata. A babá não pode bater nem a escola, mas os pais querem ter esse direito porque acham que a surra ou a palmada vão educar, mas já está comprovado de que bater não educa. Não existe palmada pedagógica. Quando você agride uma criança, está causando medo, não reflexão, muito menos educação. Se você for em qualquer pronto-socorro ou em delegacias, vai se deparar com casos de violência em crianças. Em casos como esses, os pais agressores serão encaminhados para assistência psicológica e psiquiátrica.

P -  Já que o objetivo da lei é educar. Por que, então, uma lei e não só uma campanha?
D.T.S.: Por vários motivos. Primeiro porque no Estatuto da Criança e do Adolescente não existe a garantia de que a criança vá ser educada sem castigos físicos e tratamento cruel degradante. O Estatuto prevê que a criança seja alimentada, tratada, cuidada, mas em nenhum momento se especifica a questão da violência dessa maneira, inclusive quando a violência está dentro de casa. Outro motivo é porque o Brasil assinou com a Organização das Nações Unidas (ONU), para fazer essa mudança para que as nossas crianças possam ter esse direito e, por fim, porque até hoje não houve nenhuma campanha nesse sentido. 

P: E não poderia ser uma iniciativa para fazer essa campanha?
D.T.S.: Mas para ter a iniciativa e para ter uma campanha permanente, é preciso ter regras. A campanha de trânsito, por exemplo, virou uma campanha permanente quando se tornou lei. Essa preocupação cabe ao Estado porque têm crianças que morrem por maus-tratos e agressão. Mas tudo começa com a palmada. A maioria dos Conselhos Tutelares não dá continuidade para casos de violência. Nós estamos trabalhando na reeducação da sociedade, na mudança de cultura. Vamos falar de Isabella Nardoni, um caso extremo. Quantas vezes, depois que aconteceu o processo, os vizinhos disseram que já haviam escutado gritos, choros e brigas no apartamento. Foram muitos! O caso ficou muito conhecido no Brasil, mas quantos casos existem assim e ninguém sabe? A violência doméstica é uma coisa velada. Não se fala abertamente. Com essa lei, queremos evitar casos mais graves como esses.

P: Uma das mudanças foi trocar a expressão "castigo corporal" por "castigo físico". Por quê?
D.T.S.: Foi apenas um ajuste do que caberia melhor no texto. Quando chegou do Executivo, a expressão usada era castigo corporal, mas aí se questionou o que é castigo corporal? Se você pede para uma criança ficar quieta refletindo sobre o que ela fez, isso é um castigo corporal. Mas aí fica parecendo que os pais não podem colocar limites e isso é muito importante. Então, pensamos em agressão física, porque aí nos restringimos ao bater. Mas agressão se refere a um tipo forte de violência e castigo remete diretamente à educação. Por isso, decidimos por castigo. Especulou-se que a bancada evangélica estava interferindo, mas isso não aconteceu. O que aconteceu é que eu fiz uma reunião com eles para apresentar o projeto e esclarecer dúvidas, já que estamos mudando comportamento, cultura e valores.

P: Como será feita essa fiscalização? Dentro de casa não tem como controlar isso, certo?
D.T.S.: Certo. Quando você se torna mãe, você recebe informações sobre as vacinas que seu filho tem que receber, a importância da amamentação etc. Qual é a informação que você recebe sobre educação durante o pré-natal? As campanhas prev e em que a gestante, quando for fazer o pré-natal, possa receber essa informação, além das escolas e dos veículos de informação. Um exemplo é a campanha do cigarro. No maço tem aquelas fotos horríveis, mas você pode fumar se quiser. Não vai ter nenhuma punição, mas sabe o mal que está fazendo a você. Campanhas educativas permanentes serão feitas na caderneta de vacinação e em outros diversos lugares. Essa lei vai, no mínimo, fazer a mãe que foi educada apanhando, pensar. A partir do momento que você abre uma discussão, você começa a mudar os valores. Ninguém está tirando o direito da família.

P: Vai ter um número para que a gente possa ligar e avisar se viu uma criança apanhando?
D.T.S.: Hoje, sem nenhuma divulgação, um terço das chamadas feitas ao Disque 100, que é para denunciar violência sexual, são para relatar agressão física. Quem vai ficar responsável pelas campanhas é a Secretaria de Direitos Humanos. Durante a campanha, a Secretaria pode instituir um número para que seja denunciado o abuso de violência e acredito que isso vai acontecer. Mas é importante reforçar que esse abuso de violência não será a palmada dentro de casa. Esse abuso de violência que queremos atingir são as crianças que são lançadas pela janela como a Isabella Nardonni, crianças que entram no pronto-socorro com clavículas deslocadas, com lesões nos olhos, fraturas, queimaduras. E não com relação a interferência do que acontece em cada casa. Agora, cada casa vai ter oportunidade de refletir sobre o que está fazendo e decidir mudar ou não.

P: Por que os profissionais são obrigados a denunciar?
D.T.S.: Na creche, a professora capacitada sabe identificar o comportamento de uma criança que está sendo agredida. Nós temos 34 mil adolescentes entre 12 e 17 anos internados e 113 mil que já cometeram algum tipo de delito. Só que não é só na classe social mais baixa, a violência vem de todas as classes. Seu filho vai sair muito cedo de casa, vai estar nas mãos de outras pessoas e essa garantia de bem estar é importante.

P: O que vai ser considerado castigo físico? Colocar uma criança trancada em um quarto escuro, tudo bem?
D.T.S.: Tratamentos cruéis, degradantes e humilhantes. Você colocar uma criança em um quarto escuro, trancada o dia inteiro é um tratamento cruel. Agora, colocar a criança no sofá por alguns minutos para refletir sobre a coisa errada que ela fez é diferente. É um processo longo, não é uma coisa que só a lei vai mudar. É preciso que o governo implante, que passe informação para as pessoas e é preciso que a sociedade mude e cobre.

P: Você acha que essa lei pode aumentar aquela história de "se você chorar, vai apanhar mais"?
D.T.S.: Isso já acontece com frequência. Eu espero que o nosso país se prepare para esse avanço. É difícil para as pessoas entenderem, mas não é diferente de outros. O avanço dos seres humanos é lento porque passamos por uma mudança de valores . Queremos dar para as famílias brasileiras uma condição melhor de relação com os filhos, com mais informação.



Fonte: Revista Crescer